terça-feira, 9 de agosto de 2011

Primeiro passo (duplo)


  "Mas o sucesso e a felicidade não eram para acontecer. A luz brilhante do dia mostrou somente imundice, estranheza e a elefantíase doentia da pedra que subia e se espalhava onde a lua insinuara encanto e magia antiga; e as multidões de pessoas que fervilhavam por ruas que as escoavam como se fossem calhas eram estranhos atarracados e de compleição escura, com rostos endurecidos e olhos estreitos, estranhos tiranos sem sonhos e sem qualquer afinidade com as cenas a sua volta, que nunca poderiam significar algo para um homem de olhos azuis da raça antiga,que trazia o amor das alamedas verdes espaçosas e dos campanários brancos dos vilarejos da Nova Inglaterra no seu coração. "
 H. P. Lovecraft


Quem já parou para ouvir uma história hoje?
O mundo se tornou tão banal que as pessoas não querem mais saber de histórias nem de lugares fantásticos. Hoje o brilho das estrelas é afugentado pelas lâmpadas, os barulhos da noite são ignorados e os livros de fantasia de acumulam na sessão infanto-juvenil.
Mas o ato de sonhar e imaginar não se extinguiu, só ficou mais difícil de ser encontrado. Seja uma avó contando para os seus netos as histórias de fantasma que ouvia quando era criança ou os pivetes dividindo histórias de medo sobre a casa que nunca entra ninguém no fim da rua, o ato é o mesmo.
Então, escrever RPG é isso : contar histórias. Histórias que serão repetidas inúmeras vezes, por  pessoas diferentes. E o melhor, vai estimulá-las a criar suas próprias histórias, a inventar causos dentro do mundo que lhes foi mostrado. E eu me orgulho de trazer um pouco de magia pro nosso mundo.
Eu me orgulho de escrever RPG.

Que toquem as harpas, que rufem os tambores.
E com a pena na mão, vamos começar o conto.

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